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Origens do sobrenome SCHÜLLER

Atualizado: 5 de abr. de 2022

O sobrenome Schüller é encontrado em pelo menos 80 países, predominantemente na Europa. A maior concentração do nome está na Alemanha, Suíça e Escócia.


Curiosamente, a protagonista deste site, de quem tentamos rastrear suas origens era conhecida em Muriaé, MG por Maria "Suíça" Shüller, esposa de Miguel Gusman. Exames de DNA entre alguns de seus descendentes comprovam uma composição genética originária do País de Gales, Escócia e Irlanda.

Há registros históricos do sobrenome SCHULER em paróquias na Suíça (1520, vila de Bibern, freguesia de Ferenbalm, no Cantão do Berna).

Tal como a maioria dos alemães que emigraram para as Américas, os Schüllers não eram judeus, mas cristãos, muitos deles católicos. No livro de Christine Weaver Shuler, sobre a Família Shuler da Carolina do Norte e do Sul, nos Estados Unidos, a autora diz que a família Schüller teria deixado a Suíça entre 1715-1720 rumo a Alemanha, onde permaneceram até o início do século XIX, antes de emigrarem para as Américas.


Em documentos mais antigos, o sobrenome aparece em rolos e cartas autênticos do final do período medieval, tendo sido encontrado pela primeira vez no sul da Alemanha. O nome teria sido identificado nos primeiros tempos medievais numa sociedade feudal que se tornaria proeminente ao longo da história da Europa. As crônicas mencionam Dietschi Schuoler, da Basiléia, em 1270, e Johann Schuller, em 1393. Inclui ainda Bertrand Schule de Eblingen em 1223.


Mais tarde, surgiram como uma família nobre com grande influência e muitos ramos distintos, que se destacaram por seu envolvimento em assuntos sociais, econômicos e políticos. Anna Schuelkins casou-se com Johannes Herzel em Necharkreis, Wuertt, em 26 de novembro 1695; e Maria Schuelcke, casou-se com Conradus van der Busch, provavelmente holandês, em Orsbeck, Rheinland, em 23 de setembro de 1748. Não temos porém registros de qualquer relação de parentesco com esses nomes.



Variantes do nome


Importante notar que o nome Schüller aparece escrito de várias formas, incluindo Schule, Schulke, Schuelcke, Schulken, Schulkens, Schulkin, Schulkins, Schuler, Schuller, Schullerus, Szulman, Schoolnik, Skolnikov, Schuyler entre outros. No Brasil, registros de batismo na Igreja São Paulo de Muriahé mostram variações como Xuler, Chuler e até Schulani.


O nome é derivado da antiga palavra alemã SCHULE (escola) e registrado em documentos medievais na forma latina SCHOLA. Ao longo dos séculos, a maioria das pessoas na Europa recebia o sobrenome como um fato da vida. Algo irrevogável, ou um "ato divino". Raramente se mudava o nome por escolha pessoal. A variação mais comum era um ato involuntário; seja por mudança oficial ou um erro administrativo.


Naturalmente, as classes menos privilegiadas da sociedade européia, muitos analfabetos, acabavam por aceitar os erros de funcionários, pastores e padres que anotavam o nome errado. No Brasil, assim como nos Estados Unidos, os problemas linguísticos enfrentados pelas autoridades de imigração no século XIX eram lendários, ou uma fonte prolífica do aportuguesamento ou anglicização de nomes estrangeiros.

Literalmente, o nome SCHÜLER significa "erudito" em alemão, ou um termo ocupacional judáico (asquenazico) para "estudioso talmúdico" ou o sacristão de uma sinagoga - do ídiche shul (sinagoga), ou um discípulo. Segundo alguns dicionários, um mero aluno. Há indicações de que seria um termo usado para o "aspirante ao sacerdócio". Assim sendo, um "estudante perpétuo" ou alguém em constante aprendizado.



Brasão de Família


Na virada do século XIX para o século XX muitas monarquias europeias foram extintas. Com isso, as pompas e símbolos associados à nobreza também caíram em desuso, tornando-se objeto de ridículo.


Na Idade Média, a descrição e a criação de brasões, ou heráldica, era tida como uma questão prática. Usavam-se esses símbolos como dispositivos ​​para distinguir os guerreiros blindados em torneios e guerras; os brasões eram colocados em selos como marcas de identidade. A verdadeira heráldica começou em meados do século XII e apareceu quase simultaneamente em vários países da Europa Ocidental.


MIGRAÇÃO DA FAMÍLIA SCHÜLLER


Ao longo do tempo, os Schüllers estabeleceram residência em diversas partes do mundo. Nos Estados Unidos, o número de pessoas com o sobrenome Schuler aumentou 783% entre 1880 e 2014; na Inglaterra, aumentou 200% entre 1881 e 2014; na Escócia, aumentou 650% entre 1881 e 2014 enquanto no País de Gales houve uma contração de 60% entre os anos de 1881 e 2014.

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